
... nos intervalos da vida, nesses intantes em que não existo pelo que não me vês?
Que faço eu nos buracos do tempo que me ficam quando não estás comigo, nesses momentos em que me sinto ausente de mim mesma? Não faço nada - paro de respirar para não te levar em maior distância.
Fico aqui parada, na companhia das estrelas daquelas que um dia me ensinaste a cumprimentar pois passei a saber o seu nome e onde as encontrar.
A distância existe e nós, somos pontas distantes da mesma ponte que faz acontecer entre nós. E neste infinito em que te vivo debaixo da pele não há intervalos nem ausências. No teu lugar em mim, só existimos nós a corpo inteiro e um coração do nosso tamanho.
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