4 de março de 2009

nuM lugar... onde choves em miM...


... já lá não estou. Naquele lugar. Já não estou no sitio onde nos vi pela última vez. Onde nos encontramos por várias vezes em vontade. Estou agora mais longe desse lugar,era ai que me perdia por não saber se me voltaria a achar. Podes procurar -me agora nesse lugar onde entra nenhuma gente, gente nenhuma e onde tu entras.É verdade já ai me perdi, perco- me aqui milhares de vezes.Ontem choveu, choveu muito, ouviste, os gritos da madrugada em ardor?,- Chovias em mim, não sei se era chuva ou uma espécie de chuva.Não queria que fosse aquela chuva que ensopa os sapatos, que pinga na cabeça e escorre até dar comichão, que se me escorrega, por entre a camisola e o pescoço, queria que fosse aquela que cai depois de uma grande caminhada e refresca, como água de óasis. Vou deixar então que a minha pele te absorva.Gostaria que viesses e me deixasses assim. Parada, no meio da relva,de cara erguida a céu, quieta como a rodopiar em gesto apressado em jeito de movimento de rotação, até vir o Sol outra vez.Que as pessoas passassem por mim na rua e murmurassem louca sem eu me importar.És gota, és gota e outra gota, a cair em mim.

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