31 de julho de 2009

espirais viciantes...


Nunca,
gostei de carroceis, de montanhas russas, tropelias de conjunções de ferro que nos levam à adrenalina e a mim ao vómito, ao «censurado» pela falta de noção de espaço, reboliço e desorientação física provocada...
mas não são desses que falo...
Tenho os pés assentes e por coisas explicáveis vou ao núcleo, centro quente que me provoca repulsa, angustia e desgraça por anunciar... espero estar no engano doque julgo vir a acontecer.
Pouco para disser ... pois nada se diz, engUlo o vómito e levo_ me daqui.. pouco vejo e muito sinto, guardo.

29 de julho de 2009

Tempo...


Todos os dias recebo de ti raios de sol...
quando nos encontrámos não pensei que fosse possível
com o passar dos ponteiros, dos dias que foram correndo,
das semanas, dos meses de amor... acreditei. Acredito!
…a cada crepúsculo me sinto mais viva…
sinto o sangue a fluir-me nas veias…
…a cada lua nova sinto o oxigénio dentro de mim…
a correr… sinto-me vibrar…
…a cada eclipse sinto o coração a bater com propósito,
com razão… a acelerar…
…sinto-me amanhecer...
...sinto que sou alguém…
... que fazemos a diferença porque somos uma
…sinto…
sinto…
pressinto o que está além!
Os sonhos que temos nas nossas mãos são as sementes do futuro...
Que darão flores, frutos... aromas e sabores,
Crescemos em ramos, folhas... raízes
Somos tempo sem prazo... sem dias, sem anos...
Estamos a florir em brilho...
...cada vez mais.

27 de julho de 2009

Medievais dizeres ...




Por vezes despimo_ nos e já estamos nuas ...


... mas é preciso tempo, como que uma tecnologia super, hiper mega moderna que não temos para nos trazer mais para perto e nos fazer sentir. Deixamo_nos de sentar nos cantos, nos lados sombrios dos jardins e vimos até à luz, não será a coisa mais fácil de fazer comigo mesma, mas tenho tentado sentir ... já lá vai um tempo, um tempo de perdão.


Quanto aos tempos de perdão que me perguntam e os pecados que trago ... não sei se terão um tempo de incubação, tudo têm, e tudo por vezes lembra e não é fácil, nunca é.


Aconchego_me e prometo_me a mim mesma que vou ter tempo, que vou conseguir ainda me amar e gostar daquilo que me tornei para um dia amar também ... mas doí e tu sabê-lo .. pois no fundo todos que amam o sabem, e tu não és excepção.....

21 de julho de 2009

E o teu desejo, foi?


Ontem olhei_ t, e mordias uma vela e pensei, pensei .... qual seria o teu mais desejar enquanto os teus dentes conheciam a dureza pouco firme daquela vela ainda meio morna? a língua não a vi, escondida mas também ela deve ter conhecido o sabor áspero da cera ...

não te via ali ... e lembrei_m que achara
curioso, achei quase contrario ao teu ser poucos dias antes ... a tua cabeça do lado de fora da janela do carro a gritar a musica que te enchia enquanto me olhavas, mãos frias que teimas em ter mesmo quando faz calor, vieram ter com as minhas... a musica essa ainda ecoa....

... foi um dia cheio, cheio de emoções e sim, é sempre bom ver e estar com o mar...

20 de julho de 2009

30

"...fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um acto realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro que vê pela primeira vez o mar.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema.

Fazer 30 anos é passar da recta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.

8 meses a voar contigo...

14 de julho de 2009

Foi assim que um dia acabou....

"....Por favor, não penses que não te contei porque não confio em ti. Contei-to agora porque achei que devias ter conhecimento de algo que considero a pior coisa pela que ja passei."....

a nossa conversa .... palavras as mesmas que puxam outras tão diferentes, confissões protegidas e seladas em tempos que nos fazem sentir mais à pele, mais em carne como tantas vezes ouvi.