5 de março de 2009

pALVRAS dE oLHAR


Um simples olhar pode ser quase tudo e deixar quase nada.
Nos olhos que se encontram sem palavras e desvendam a alma de alto a baixo, acontece a magia, magia, magica de amadoras e o que fica para sempre de uma explosão de sentires inexplicáveis. Os olhos são linhas de escrita em Sebenta, umas vezes porque nos descobrem mais do que queremos revelar, outras vezes porque doem pelo nada que têm para dar. Em ambos os casos, olhares fatais que, mais do que a carne, a alma sente como ecos de catedral ou frias lâminas de punhal.
Olhos nos olhos amamos e caímos, mostramos o que somos e o que sentimos.
E por vezes fugimos.

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