4 de setembro de 2009

Férias...

Sentimos o calor que irradia dos nossos corpos, o brilho que roubámos ao sol e que nos d’oura a pele, os olhos cristalinos de água pura repletos, a alma recarregada de coragem para um regresso a um quotidiano que se avizinha diferente do que conhecíamos. Connosco trazemos cores, sabores e odores que se revelaram em temperos orientais, a Cruz do Campo que “carregámos” às costas, as gaiolas que não deixámos que nos prendessem os sonhos, a vida que absorvemos em praças de crianças pintadas.

Encontrámos desafios, novas fronteiras a cruzar, novos obstáculos para ultrapassar, seres estranhos, amor, mais um passo mais para o futuro que queremos construir, descobrir, saborear.

De regresso... Muita coisa trazida, em malas… podemos sempre enche_las e trazer coisas várias, materiais. Mamã Citron ajudou… “levem isto… ah! E isto, não se esqueçam …”, e também vale a aposta final com o papá Avelino de meter um camião num Smart que é o mesmo que dizer meter um melão dentro de uma mala térmica já ela por si cheia, mas valeu a aposta e “ganhamos” um melão e o papá a aposta ;)

Bens materiais guardados.

(Lembrete - tenho que começar a definir nomes para as minhas conchinhas).

Estamos de regresso levamos coisas novas, outras nem por isso, temos coisas para nos lembrarmos de não voltar a fazer e outras que não podemos jamais nos esquecer de fazer.

Os dias foram passando pela ampulheta como diz o Harry a areia foi rápida pois a vida tb nos consumia com calor… temos historias de páginas inteiras, livro de odores, cheiros a mar, por de sois, brisas de mar já negro pela companhia da noite, temos conquilhas escondidas, outras descobertas, umas apanhadas e outras escapadas, algumas no tacho e cerveja para ajudar a chupar os dedos, temos jogos competitivos de raquetes outros nem tanto, temos aflições intestinais em dunas, temos discos por vezes de trajectórias tortas, outras rasantes, temos pés doridos, temos bolhas, temos marés tão azuis, temos caminhadas ofegantes, temos sombras arábicas, bicos de água que nos refrescam, jardins infantis onde se deixam confissões, cidades que se volta com desespero do cheiro que se lembra.

Valem, os 5 euros o tempo que o quisermos e a chama pela queima da erva vai abrasar o tempo que a deixarmos arder, existem coisas tão raras, temos de lhe dar calma, à vida.
Vícios, sim vários.

Pouco li nas férias as aventuras do Edward e da Bella adiei, outros revelados um vício True Blood. lol, será pelo sangue?! Não sei… episódios devorados, mas confesso houveram momentos de pura loucura pelo conhecimento maior “Sookie…” gritamos, lol é viciante esta série até o Sam veio a surpreender agora sabemos, é um Metamorfe, imaginem giro, giro Lafayete, mas pronto chega de promoção.

Bebemos umas valentes bejecas “CruzCampo”, comemos Rabo del Toro e não Boi vamos lá chamar o bicho pelo nome, Javali tb apareceu esse já pouco selvagem, já vinha no prato, mas uma delícia. Praça cheia de gentes, animadas pelo fresco da noite, litradas que se dividem e a bela da pevide. Assim acabou a noite mas antes ainda me piquei toda, ao descobrir que os figos do cacto tem manha sabida e picam quem quer levar o seu fruto, valeu o passeio nocturno.

Não haviam velas, mas cada fez que por lá passavam giravas e não, não me esqueço daquele que gira, ficou a falta da foto.

Último dia de férias por terras algarvias trouxeram as festas à cidade e foi bem recebida, estávamos na época medieval e sim, caiu_ me o queixo quando vi os camelos gigantes, gigantes para mim, eram enormes e lembrei_me que tenho um destino que ambiciono conhecer cada vez mais.

Gostei das gentes, do cortejo, da mistura das essências, dos perfumes e da tua mão na minha.

Gosto quando te esqueces dos outros e vens buscar um beijo.

Dias de vagar, dias que se resolvem em si mesmo sem pensarmos muito nisso... percorremos as horas, como se o tempo fosse todo nosso. Dias que começam sem princípio e terminam sem fim... Dias que podem ser tudo e se forem nada tanto melhor. Dias de vagar lento de passeio leve e solto, sem compromisso e sem planos fixos. Dias em que nos demoramos nas horas que escapam de um relógio despreocupado. Dias de férias e férias dos dias devoradores de horas em que te demoras... Férias para recuperar um outro passo, dias cheios de chinelo no pé... adoro os meus chinelos ;) Férias de um azul dourado, de um mar que não vou esquecer.

O depois, o depois que me acelera a respiração, nos momentos em que nos arrumamos em nós, onde só nós cabemos, e o que desarrumamos com desassossego, febre a que se ateia um fogo descontrolado.

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