Os minutos não existem para nós…
Olhamos para os ponteiros… voam sem parar,
Num rodopiar frenético rodam pelo ar,
São horas que nos fogem sem querer,
Dias que passam sem chegar a ser.
Como funciona o nosso relógio?
Não sei…
Sei que nos olhamos e tudo pára…
Pára o sol… a chuva, o vento
Nada mais existe, nada mais sinto,
O tempo não vive em nós.
Madrugada… noite… tarde… manhã
O desejo segue o amor, o instinto
A vontade do “toque” não tem hora,
É um calor que enlouquece
O teu corpo em mim estremece
Somos amantes insaciáveis,
Trocamos sonhos num olhar,
Folhas soltas em movimento,
Anseios impossíveis de abafar,
Sons… Arrepio… Sentimento…
E os beijos antes, durante e após…
São encontros de alma, são luz
de um futuro entregue a nós.
Somos flores que não param de crescer.
25 de fevereiro de 2009
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